domingo, 13 de março de 2011
A Mitologia Helênica
sábado, 5 de março de 2011
Mito do Andrógino e as Almas Gêmeas
E-MAIL: arcanjo.azul@hotmail.com
DEUS CAOS
Caos (do grego Χάος, transl. khaos) é, segundo Hesíodo, a primeira divindade a surgir no universo, portanto o mais velho dos deuses. A natureza divina de Caos é de difícil entendimento, devido às mudanças que a ideia de "caos" sofreu com o passar das épocas.
Inicialmente descrito como o ar que preenchia o espaço entre o Éter e a Terra, mais tarde passou a ser visto como a mistura primordial dos elementos. Seu nome deriva do verbo grego χαίνω, que significa "separar, ser amplo", significando o espaço vazio primordial.
O poeta romano Ovídio foi o primeiro a atribuir a noção de desordem e confusão à divindade Caos. Todavia, Caos seria para os gregos o contrário de Eros. Tanto Caos como Eros são forças geradoras do universo. Caos parece ser uma força mais primitiva, enquanto Eros uma força mais aprimorada. Caos significa algo como "corte", "rachadura", "cisão" ou ainda "separação", já Eros é o princípio que produz a vida por meio da união dos elementos (masculino e feminino).
Filhos
Os filhos de Caos nasceram de cisões assim como se reproduzem os seres unicelulares. Nyx (Noite) e Érebus (Escuridão) nasceram a partir de "pedaços" do Caos. E do mesmo modo, os filhos de Nyx nasceram de "pedaços" seus; como afirma Hesíodo: sem a união sexual. Portanto a família de Caos se origina de forma assexuada.
Se Caos gera através da separação e distinção dos elementos, e Eros através da união ou fusão destes, parece mais lógico que a ideia de confusão e de indistinção elemental pertença a Eros. Eros age de tal modo sobre os elementos do Mundo, que poderia fundi-los numa confusão inexorável. Assim, seu irmão Anteros equilibra sua força unificadora através da repulsa do elementos.
Caos é, então, uma força antiga e obscura que manifesta a vida por meio da cisão do elementos. Caos parece ser um deus andrógino, trazendo em si tanto o masculino como o feminino. Esta é uma característica comum a todos os deuses primogênitos de várias mitologias.
É frequente, devido à divulgação das ideias de Ovídio, considerar Caos como uma força sem forma ou aparência. Isso não é de todo uma inverdade. Na pré-história grega, tanto Caos como Eros eram representados como forças sem forma; Eros era representado por uma pedra.
Outra problemática é considerar Caos como o pai-mãe de Gaia, Tártaro e Eros, quando é somente genitor de Nyx e Érebo. Na verdade ele seria "irmão-irmã" de Gaia, Tártaro e Eros.
Segundo o poeta romano Higino, Caos seria masculino e possuiria uma contraparte feminina chamada Calígena "a Névoa primordial.
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Aline Santos é Jornalista,Terapeuta Holística,Taróloga, Cabalista, Professora, Educadora Patrimonial, Escritora, Palestrante, e Pesquisadora de Ciências Ocultas, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica e Tarô Terapêutico.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Herói trágico
Clive Owen como Rei ArthurHeróis trágicos aparecem na obra dramática de Ésquilo, Sófocles, Eurípides, Sêneca, Marlowe, Shakespeare, Webster, Marston, Corneille, Racine, Goethe, Schiller, Kleist, Strindberg, e muitos outros escritores.
Traços Comuns
Alguns traços comuns dos personagens trágicos:
A falha mais freqüentemente (especialmente nos dramas gregos) é o orgulho.
O herói descobre que sua queda é resultado de suas próprias ações, não por causa dos acontecimentos.
O herói vê e entende o seu castigo, e que seu destino foi definido por suas próprias ações.
A queda do herói é entendida por Aristóteles em sua Poética como um despertar da piedade e do medo que leva a uma epifania e uma catarse (de herói e do público.)
Não é necessário pelo padrão aristotélico de que a queda ou o sofrimento levem a morte ou ruína total, como no mito de Hércules, que finalmente sobe ao Monte Olimpo e torna-se imortal. No entanto, desde pelo menos a época de William Shakespeare, tem sido, geralmente, considerado, que a falha de um herói trágico necessariamente deve resultar na sua morte, ou num destino pior. O herói trágico de Shakespeare morre em algum momento na história, um exemplo é o protagonista de mesmo nome da peça Macbeth. Personagens de Shakespeare, mostram que o herói trágico não é totalmente bom nem totalmente mal.
Um herói trágico é, muitas vezes nobre, ou descendente de nobres (Rei Arthur ).
O herói aprende alguma coisa com seu erro.
O herói é confrontado com uma decisão séria.
O sofrimento do herói é significativo, porque, embora o sofrimento seja o resultado da própria vontade do herói, não é inteiramente merecida e pode ser cruelmente desproporcional.
Pode haver envolvimento sobrenatural (em Shakespeare, Júlio César, César é avisado de sua morte através de visão Calpurnia e Brutus é avisado de sua morte iminente pelo fantasma de César).
O herói arquetípico das tragédias clássicas é, quase universalmente, do sexo masculino. Tragédias posteriores (como Antônio e Cleópatra de Shakespeare) apresenta o herói trágico do sexo feminino. Retratos de mulheres heróis trágicos são notáveis, por serem raros.
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Aline Santos é Jornalista,Terapeuta Holística,Taróloga, Cabalista, Professora, Educadora Patrimonial, Escritora, Palestrante, e Pesquisadora de Ciências Ocultas, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica e Tarô Terapêutico.
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Anti-herói

Hayden Christensen como Anakin Skywalker em Star Wars
Origem
Não existe um momento definitivo, quando o anti-herói surgiu como um elemento literário.
O anti-herói tem evoluído ao longo do tempo, mudando como as concepções da sociedade sobre o herói mudaram, desde os tempos Elizabetanos de Fausto e Falstaff de William Shakespeare, para o mais sombrios temas da literatura vitoriana do século XIX, como a "Ópera dos Mendigos" de John Gay como um homem tímido, passivo e indeciso que contrasta fortemente com os heróis gregos. O herói byroniano também estabelece um precedente literário para o conceito moderno de anti-heroismo.
O herói byroniano é um anti-herói rebelde é simpático, apesar de sua rejeição da virtude.
São personagens não inerentemente maus e que, às vezes, até praticam atos moralmente aprováveis. Contudo, algumas vezes é difícil traçar a linha que separa o anti-herói do vilão; no entanto, note-se que o anti-herói, diferente do vilão, sempre obtém aprovação, seja através de seu carisma, seja por meio de seus objetivos muitas vezes justos ou ao menos compreensíveis, o que jamais os torna lícitos. A malandragem, por exemplo, é uma ferramenta tipicamente anti-heróica.
Distinção entre Anti-herói e Herói Trágico
Um anti-herói difere de um herói trágico por este ainda ser essencialmente heróico, mas com uma grande falha trágica, no anti-herói, as falhas são mais visíveis do que as suas qualidades heróicas.
Há mais de um tipo de anti-herói. Além dos que buscam satisfazer seus próprios interesses, há também os que sofrem desapontamentos em suas vidas, mas persistem até alcançar o ato heróico. Ainda há o tipo de anti-herói que está próximo do herói, mas segue a filosofia de que "o fim justifica os meios". Esse último é bem popular nas histórias em quadrinhos.
Existem também anti-heróis que têm atitudes morais suficientes para serem heróis, mas não têm o condicionamento físico e/ou intelectual suficientes, só que não percebem ou se preocupam com esse fato.
Um exemplo que não podemos esquecer é:
Dom Quixote: Motivado pela loucura pensava ser um cavaleiro. Demonstrava arrogância e procurava sempre confusões com pessoas do povo para ilustrar suas aventuras e saciar sua sandice.
Esta é uma lista de anti-heróis, personagens de filmes, quadrinhos, animes, mangás, games e outros:
Adaga
Adão Negro
Anakin Skywalker
Batman
Bizarro
Blade
Camus de Aquário
Dante
Darkwing Duck
Elektra
Eric Draven - (O Corvo, interpretado por Brandon Lee);.
Frank Castle
Gambit
Gata Negra
Hulk
Ikki de Fênix
Iori Yagami
Jack Sparrow
John Constantine
Justiceiro(Frank Castle)
Kanon de Gêmeos
Macunaíma
Magneto
Motoqueiro Fantasma
Mulher-Gato (Selina Kyle)
Namor
Patolino
Peter Pan
Piccolo
Questão
Red Sonja
Riddick
Robin Hood
Saga de Gêmeos
Severo Snape
Shadow
Sirius Black
Spawn
Scorpion;
Uchiha Sasuke
Vegeta
Venom
Vincent Valentine;
V de Vingança;
Wolverine
Yusuke Urameshi
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Herói
Brad Pitt como Aquiles Héroi de TróiaHerói é uma figura arquetípica que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica. Do grego ‘hrvV, pelo latim heros, o termo herói designa originalmente o protagonista de uma obra narrativa ou dramática.
Para os Gregos, o herói situa-se na posição intermédia entre os deuses e os homens, sendo, em geral filho de um deus e uma mortal (Hércules, Perseu), ou vice-versa (Aquiles). Portanto, o herói tem dimensão semi-divina.
Variando consoante as épocas, as correntes estético-literárias, os gêneros e subgêneros, o herói é marcado por uma projeção ambígua: por um lado, representa a condição humana, na sua complexidade psicológica, social e ética; por outro, transcende a mesma condição, na medida em que representa facetas e virtudes que o homem comum não consegue mas gostaria de atingir fé, coragem, força de vontade, determinação, paciência, etc. O heroísmo que resulta em auto sacrifício chama-se martírio.
O herói será tipicamente guiado por ideais nobres e altruístas – liberdade, fraternidade, sacrifício, coragem, justiça, moral, paz.
Eventualmente buscará objetivos supostamente egoístas (vingança, por exemplo); no entanto, suas motivações serão sempre moralmente justas ou eticamente aprováveis, mesmo que ilícitas. Aqui é preciso observar que o heroísmo caracteriza-se principalmente por ser um ato moral.
Existem casos em que indivíduos sem vocação heróica protagonizam atitudes dignas do herói. Há também aqueles em que os indivíduos demonstram virtudes heróicas para realizar façanhas de natureza egoísta, motivados por vaidade, orgulho, ganância, ódio, etc.
É o caso dos caçadores de fortuna (piratas, mercenários, etc). Tais exceções não impedem de serem admirados como heróis; no entanto, serão melhor representados no arquétipo do anti-herói.
Através das histórias e quadrinhos, do cinema e de outras mídias, a cultura de massa popularizou a figura do ’’super-herói’’, que são indivíduos dotados de atributos físicos extraordinários como corpo à prova de balas, capacidade de voar, etc. Merecem explicação à parte (vide super-herói).
Inspiração heróica
O heroísmo é um fato profundamente arraigado no imaginário e na moralidade popular. Feitos de coragem e superação inspiram modelos e exemplos em diversos povos e diferentes culturas, constituindo assim figuras arquetípicas. Situações de guerra, de conflito e de competição são ideais para se realizar feitos considerados heróicos.
A inspiração heróica surge muitas vezes a partir da problemática imposta por um ambiente ou situação adversa, cuja solução exija um feito grandioso ou um esforço extraordinário.
A França dominada pela Inglaterra, por exemplo, fez surgir uma Joana d’Arc. A inspiração heróica surge também de uma necessidade nata de aceitar um desafio que pareça atraente. É o caso de Teseu, personagem da mitologia grega, cujos atos heróicos foram inspirados pelo desejo de ser tão conhecido e admirado quanto seu ídolo Hércules.
Há ainda a ocasião em que indivíduos de qualidades ordinárias confrontarão situações que exijam dele feitos heróicos. Pode-se citar como exemplo o caso de Orestes, personagem da mitologia grega. Ainda que não tenha nenhum atributo heróico, Orestes é moralmente obrigado pelo deus Apolo a vingar o pai Agamemnon, assassinado por Clitemnestra e o amante dela.
O mesmo tema está presente na peça Hamlet, escrita por William Shakespeare.
A exemplo da moral, a inspiração heróica também é relativa. Em uma sociedade voltada para a guerra, o herói será o indivíduo que pratica proezas em nome do conflito. O guerreiro Aquiles, por exemplo, é um herói.
Para uma cultura voltada para a paz, esse mesmo indivíduo poderá ser repudiado como herói. Dependendo da inspiração, a mesma cultura poderá conceder ou remover o status de herói de um indivíduo que a ela pertence.
O caso de Aquiles é bastante especial, quando se trata na sua relação heróica de ser. Ele representa um herói em conflito, pois é um herói sem hybris(sem medida, transcrição latina), mas é ao mesmo temo um belo candidato à bela morte, de acordo com Vernant, pois é belo, guerreiro e jovem. Já ao contrário, Heitor é o modelo de herói perfeito, pois é o agathós (bom e justo) e controla as suas atitudes, ao contrário de Aquiles.
Heróis históricos
Diversas situações históricas foram capazes de inspirar heroísmos, e muitos personagens das artes e do imaginário popular são baseados nestes heróis. Muitas vezes constituem personagens cuja vida é baseada em uma pessoa que realmente existiu. Ao herói são atribuídos grandes feitos, e por vezes ele aparece como o fundador de uma cultura.
Os diferentes movimentos culturais (literários, artísticos)inspiraram diversas atitudes heróicas ou serviram de pano de fundo para manifestos populares cujos líderes foram considerados heróis pelo povo, embora tenham sido duramente represados pelas minorias representantes do poder.
Alguns heróis históricos:
Hércules, Aquiles, Perseu Teseu,Odisseu (Ulisses) heróis da mitologia grega;
Gilgamesh, herói da mitologia suméria
Romulo e Remo, fundadores de Roma
Heitor, príncipe de Tróia
Rei Arthur, Sir Lancelot das lendas arthurianas
Eduardo Mondlane, herói moçambicano;
Pier Gerlofs Donia, herói frísio;
Tiradentes, herói brasileiro;
Viriato, dirigente lendário dos Lusitanos e resistente à ocupação romana.
Referência:
Joseph Campbell, O herói de mil faces. Editora Cultrix, São Paulo SP.
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Gilgamesh
Foi escrita em sumério cerca de 2.600 a. C. Os sumérios foram os mais antigos habitantes da Mesopotâmia e inventaram a escrita cuneiforme (em forma de cunha). O texto foi encontrado entre 669-626 d.C. na biblioteca de Assurbanipal em sua versão Assíria. Consta de 12 tabuletas, sendo que a última foi retirada de várias traduções por razões lingüísticas e arqueológicas.
O texto conta as aventuras do histórico rei de Uruk: Gilgamesh, "Sha nagb imuru" ou "aquele que tudo viu". O rei é um herói, um ser superior:
"Dois terços dele são deus, um terço dele é humano. Seu corpo é perfeito, os deuses o completaram. E sua mãe, Ninsun, ainda o dotou de beleza. (...) No recinto de Uruk ele vivia (...) com força tão grande como a de um boi selvagem" (Os trechos entre parenteses com reticências são trechos em que as tabuletas não puderam ser traduzidas).
Gilgamesh precisa enfrentar um ser feito à sua réplica, Enkidu. Ele é o deus da vegetação, um humano sem a marca da humanização. Após uma luta de força, tornam-se amigos e viajam enfrentando perigos e vivendo várias aventuras.
A epopéia é uma obra que tem como objeto o homem superior. É feita em verso e forma narrativa. A métrica, de verso heróico, é construída com vocábulos raros e metafóricos. Não há limite de tempo, ao contrário da tragédia. A estrutura é composta pelo reconhecimento, as peripécias e as catástrofes.
Os estudos mostram que a obra é na realidade um mito que foi transmitido por via oral e que era conhecido desde o sul da Babilônia até a Ásia menor.
A Epopéia de Gilgamesh aqui no Brasil pode ser lida pela versão da Editora Martins Fontes. Vale a pena não só pela aventura, mas pela viagem fascinante ao mundo dos grandes deuses pagãos.
O personagem Gilgamesh foi um dos reis sumérios que governaram após o dilúvio. Segundo o mito, era 2/3 deus e 1/3 humano, e foi autor de grandes feitos sobre-humanos, sendo que se livrou de algumas armadilhas causadas por eventos fantásticos e divinos. Seu personagem lembra muito o mitológico [Hércules], herói greco-romano (na Grécia era chamado de Héracles), sendo extremamente forte, o mais poderoso da Terra. O mito também possuiu um paralelo bíblico conhecido como Nimrod (ou Ninrode). Um pedaço de sua vida é descrito em um épico sumério que é considerado a mais antiga narrativa escrita pela humanidade, a Epopéia de Gilgamesh.
Enkidu
Enkidu ou Enquidu ("criação de Enki") é uma figura central do antigo épico mesopotâmico conhecido como Epopéia de Gilgamesh.
Fontes mais antigas transliteraram seu nome como Enkimdu, Eabani ou Enkita.
Foi criado pelos deuses com o fim de contrabalançar o poder de Gilgamesh quando do seu abuso de poder.
Os deuses tramam um plano para roubar de Gilgamesh sua autoridade e dominação. Nas planices incultas eles colocam um homem cabeludo e selvagem, Enkidu. Como os animais, ele pastava e perambulava com eles. Enkidu é visto por um caçador (será ele da raça dos deuses?) no poço onde os animais iam beber água.
Gilgamesh é informado e faz um plano para capturar o selvagem homem-animal. Envia uma "herem", prostituta sagrada consagrada à deusa, ao local do poço com o caçador. Ao alcançarem Enkidu, o caçador obriga a mulher a tirar as roupas, deixando à mostra sua nudez madura.
"Ela abriu completamente as vestes, expondo seus encantos e entregando-se aos abraços dele". Durante seis dias e sete noites ela gratificou-lhe os desejos e o alimentou com pão e cerveja, até que sua vida selvagem foi completamente vencida.
Na história Enkidu é um homem selvagem, criado por animais e ignorante dos costumes humanos até conhecer e se deitar com Shamhat. Após o fato uma série de interações suas com os humanos o torna mais próximo à civilização, e eventualmente acaba disputando uma partida de luta com Gilgamesh, rei de Uruk; Enkidu então se torna o companheiro fiel do rei, acompanhando-o em aventuras até padecer com uma doença que o leva à morte. A perda trágica de Enkidu emociona profundamente Gilgamesh, e o inspira a iniciar uma empreitada em busca da obtenção da imortalidade divina.
Após a morte de seu melhor amigo e parceiro de aventura, Enkidu, o que moveu Gilgamesh pelo resto de sua vida foi a busca da imortalidade. O mito de Gilgamesh relaciona-se à busca desesperada por algo (a vida eterna) que lhe foi negado em seu nascimento. Em sua procura, vai atrás do único sobrevivente do dilúvio, Utnapishtim que recebeu a imortalidade, que tem uma história parecida com a do Noé bíblico, quem disseram-lhe poderia ter o segredo da vida eterna, por motivos óbvios. Assim, ele abandona sua vida para buscar, sem sucesso, a vida eterna.
Quem foi Gilgamesh?
Gilgamesh foi um rei e herói legendário, da cidade estado de Uruk, na Mesopotamia, região onde onde se encontra o Iraque.
De acordo com a lista dos reis sumérios, Gilgamesh foi o quinto rei de Uruk, da primeira Dinastia, filho de Lugalbanda. Diz a lenda que sua mãe era Ninsun, uma deusa Suméria.
Baseado em antigas lendas, o Épico de Gilgamesh é originário da Babilônia, datando de muito tempo depois da época em que o rei teria reinado. Costumava ser passado adiante apenas por tradição oral. A versão mais completa deste épico preservou-se em doze tabletes de barro, na coleção do século VII a.C. do rei assírio Assurbanipal. É considerado a mais antiga história jamais contada, trata-se da mais antiga publicação escrita conhecida da humanidade.
Uruk era uma das mais antigas e importantes cidades da Suméria, hoje chamada Warka, e no Antigo testamento Erech, situada a leste do atual leito do Eufrates. O nome moderno de Iraque possivelmente se deriva do nome Uruk.
Desde aí, Gilgamesh tem inspirado muitas outras histórias e escritores.
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