domingo, 13 de março de 2011

A Mitologia Helênica

A Mitologia Helênica é uma das mais geniais concepções que a humanidade produziu.
Os gregos, com sua fantasia, povoaram o céu e a terra, os mares e o mundo subterrâneo de Divindades Principais e Secundárias.

Amantes da ordem, instauraram uma precisa categoria intermediária para os Semideuses e Heróis.
A mitologia grega apresenta-se como uma transposição da vida em zonas ideais.
Superando o tempo, ela ainda se conserva com toda a sua serenidade, equilíbrio e alegria.

A religião grega teve uma influência tão duradoura, ampla e incisiva, que vigorou da pré-história ao século IV e muitos dos seus elementos sobreviveram nos Cultos Cristãos e nas tradições locais.

Complexo de crenças e práticas que constituíram as relações dos gregos antigos com seus deuses, a religião grega influenciou todo o Mediterrâneo e áreas adjacentes durante mais de um milênio.

Os gregos antigos adotavam o Politeísmo Antropomórfico, ou seja, vários deuses, todos com formas e atributos humanos.

Religião muito diversificada, acolhia entre seus fiéis desde os que alimentavam poucas esperanças em uma vida paradisíaca além túmulo, como os heróis de Homero, até os que, como Platão, acreditavam no julgamento após a morte, quando os justos seriam separados dos ímpios.

Abarcava assim entre seus fiéis desde a ingênua piedade dos camponeses até as requintadas especulações dos Filósofos, e tanto comportava os excessos orgiásticos do culto de Dioniso como a rigorosa ascese dos que buscavam a purificação.

No período compreendido entre as primeiras incursões dos povos helênicos de origem Indo-européia na Grécia, no início do segundo milênio a. C., até o fechamento das escolas pagãs pelo imperador bizantino Justinianus, no ano 529 da era cristã, transcorreram cerca de 25 séculos de influências e transformações.

Os primeiros dados existentes sobre a religião grega são as Lendas Homéricas, do século VIII a. C., mas é possível rastrear a evolução de crenças antecedentes.

Quando os indo-europeus chegaram à Grécia, já traziam suas próprias crenças e deuses, entre eles Zeus, protetor dos clãs guerreiros e senhor dos estados atmosféricos.

Também assimilaram cultos dos habitantes originais da península, os Pelasgos, como o oráculo de Dodona, os deuses dos rios e dos ventos e Deméter, a deusa de cabeça de cavalo que encarnava o ciclo da vegetação.

Depois de se fixarem em Micenas, os gregos entraram em contato com a civilização cretense e com outras civilizações mediterrâneas, das quais herdaram principalmente as divindades femininas como Hera, que passou a ser a esposa de Zeus; Atena, sua filha; e Ártemis, irmã gêmea de Apolo.

O início da filosofia grega, no século VI a.C., trouxe uma reflexão sobre as crenças e mitos do povo grego.

Alguns pensadores, como Heráclito, os Sofistas e Aristófanes, encontraram na mitologia motivo de ironia e zombaria.

Outros, como Platão e Aristóteles, prescindiram dos deuses do Olimpo para desenvolver uma idéia filosoficamente depurada sobre a divindade.

Enquanto isso, o culto público, a religião oficial, alcançava seu momento mais glorioso, em que teve como símbolo o Pártenon ateniense, mandado construir por Péricles.

A religiosidade popular evidenciava-se nos festejos tradicionais, em geral de origem camponesa, ainda que remoçada com novos nomes.

Os camponeses cultuavam Pã, deus dos rebanhos, cuja flauta mágica os pastores tentavam imitar; as ninfas, que protegiam suas casas; e as nereidas, divindades marinhas.

As conquistas de Alexandre o Grande facilitaram o intercâmbio entre as respectivas mitologias, de vencedores e vencidos, ainda que fossem influências de caráter mais cultural que autenticamente religioso.

Assim é que foram incorporadas à religião helênica a deusa frígia Cibele e os deuses egípcios Ísis e Serápis.

Pode-se dizer que o sincretismo, ou fusão pacífica das diversas religiões, foi a característica dominante do período Helenístico.

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

sábado, 5 de março de 2011

Mito do Andrógino e as Almas Gêmeas



No fundo de nossas almas todos nós nutrimos a fantasia de que em algum lugar deste pequeno planeta alguém está esperando, olhando para o mesmo céu e sem saber que a gente existe, pensa em nós... e deseja estar ao nosso lado....
Essa pessoa nossa outra metade. A nossa alma gêmea.

Quem é este "Outro" que deveria nos completar?

E por que, apesar dos nossos esforços, parece tão difícil encontra-lo. Por que a sensação de que ele ou ela está sempre um pouco adiante, mais longe e mais longe... sempre tão distante de nós.
Se a vida é a arte do encontro, como dizem os poetas, por que existe tanto desencontro pela vida.

O que será que nós esperamos deste encontro? A julgar pelo que dizem os mitos, as lendas, as canções, os poemas e as notícias de jornal, nós queremos tudo.
Nada menos do que a plenitude, que o "êxtase", este sentimento de prazer ou encantamento divino, necessário para que nos sintamos completos, onde não admitimos nem sequer uma migalha faltando, para nos sentirmos completos, inteiros e justificados...

Na obra o Banquete, do filósofo grego Platão encontramos o Mito do Andrógino.
Não entenda mito como mentira, fábula ou conto de fadas. Os mitos são histórias nascidas da alma coletiva dos seres humanos ( segundo Jung são Arquétipos). Intuições profundas da mente inconsciente transformadas pela magia das palavras em contos, lendas e mitos.

O andrógino, mais do que ser um e outro, homem (andros) e mulher (gynos), como a maioria em geral pensa, é um só ser.
Andrógino é o ser quase perfeito porque, assim como os deuses, ele contém em si mesmo todas as oposições, ele se basta a si mesmo, é completo e fecundo, dá a luz a si próprio. Em muitas mitologias, assim como na Bíblia o primeiro homem era um ser andrógino.

No início, a raça dos homens não era como hoje, era diferente, não haviam apenas dois sexos. Segundo o livro "O Banquete", de Platão, existiam três criaturas míticas proto-humanas.
No livro, o comediógrafo Aristófanes descreve como haveriam surgido os diferentes sexos.

Havia antes três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros uma entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina.

O NASCIMENTO DOS ANDRÓGINOS

A Mitologia Grega conta que Zeus declarou guerra ao seu pai Cronos e aos demais Titãs com a ajuda de Gaia. E durante cem anos nenhum dos dois lados chegava ao triunfo. Gaia foi até Zeus e prometeu que ele venceria e se tornaria rei do universo se descesse ao Tártaro e libertasse os Ciclopes e os Hecatônquiros filhos de Gaia.

Ouvindo os conselhos de Gaia, Zeus venceu Cronos, com a ajuda dos filhos libertos da Terra e se tornou o novo soberano do Universo. Todavia, Zeus realizou um acordo com os Hecatônquiros para que estes vigiassem os Titãs, que Zeus voltou a aprisionar no fundo do Tártaro. Gaia então se revoltou com a traição de Zeus e lançou mão de todas as suas armas para destrona-lo.
Como vingança ela pariu incontáveis Andróginos, seres com quatro pernas e quatro braços que se ligavam por meio da coluna vertebral terminado em duas cabeças, além de possuir os órgãos genitais femininos e masculinos.

Essa criatura primordial era redonda: suas costas e seus lados formavam um círculo e ela possuía quatro mãos, quatro pés e duas cabeças com duas faces exatamente iguais, cada uma olhando numa direção, pousada num pescoço redondo. A criatura podia andar ereta, como os seres humanos fazem, para frente e para trás.
Mas podia também rolar sobre seus quatro braços e quatro pernas, cobrindo grandes distâncias, velozes como um raio de luz. Eram redondos porque redondos eram seus pais: o homem era filho do Sol. A mulher, da Terra. E o par, um filhote da Lua.

Os Andróginos surgiam do chão em todos os quadrantes da Terra, sua força era extraordinária e seu poder imenso. E isso tornou-os ambiciosos, levando-os a desafiar os Deuses e a escalar o Monte Olimpo com a intenção de destronar Zeus e destruir os Deuses.

Reunidos no conselho celeste, Zeus aconselhado por Têmis, decidiu que ele e os demais Deuses deveriam acertar os Andróginos na coluna, de modo a dividi-los exatamente ao meio, para que se tornassem menos poderosos, sem precisar aniquila-los.
Pois aniquilar as criaturas significaria ficar sem os sacrifícios, as homenagens e a adoração. Mas insolência das criaturas era totalmente inadmissível, e por isso deveriam ser castigadas.

Portanto o Grande Zeus decidiu deixa-los viver, mas divididos para torna-los mais humildes e fracos e assim diminuir seu orgulho fazendo-os andar sobre duas pernas, diminuindo sua força e poder, com a vantagem de aumentar seu número. A medida que as criaturas eram cortadas em dois.

Apolo ia virando suas cabeças, para que pudessem contemplar eternamente sua parte amputada, como uma lição de humildade. Apolo também curou suas feridas, deu forma ao seu tronco e moldou sua barriga, juntando a pele que sobrava no centro formando o umbigo, para que eles lembrassem do que haviam sido um dia.

Seccionado Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraídos um pelo o outro. O mesmo ocorrendo com os outros dois seres Gynos e Androgynos. Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às lésbicas e Androgynos aos heterossexuais.
Segundo Aristófanes, seriam então dividos aos terços os heterossexuais e homossexuais, homem, mulher e a união dos dois.

E foi aí que as criaturas começaram a morrer. Morriam de fome e de desespero. Abraçavam-se e deixavam-se ficar assim até a morte. E quando uma das partes morria, a outra ficava à deriva, procurando, procurando...até morrer também.
Zeus ficou preocupado com o destino das criaturas, pois se isso continuasse elas acabariam por se extinguir, então aconselhado por Têmis, ele ordenou a Apolo que virasse as partes reprodutoras dos seres para a sua nova frente, para que através do ato sexual pudessem estar novamente unidos ainda que por alguns momentos. Se antes, eles copulavam com a terra de agora em diante, se reproduziriam entre eles, um homem numa mulher. Num abraço, assim a raça não morreria e os Deuses continuariam a ser adorados e reverenciados.

As criaturas poderiam continuar vivendo e com o tempo eles esqueceriam o ocorrido e apenas perceberiam seu desejo por sua outra parte. Um desejo jamais inteiramente saciado no ato de amar, porque mesmo derretendo-se no outro pelo espaço de um instante, a alma saberia, ainda que não conseguisse explicar, que seu anseio jamais seria completamente satisfeito. E a saudade da união perfeita renasceria, nem bem os últimos gemidos do amor se extinguissem.

E esta é a nossa história.

De como um dia fomos um todo, inteiros e plenos. Tão poderosos que eramos temidos pelos Deuses. É a história também de como um dia, partidos ao meio, viramos dois e aprendemos a sentir saudades. E é a razão dessa busca sem fim do abraço que nos fará sentir de novo e uma vez mais, ainda que só por alguns momentos, a emoção da plenitude que um dia, há muito tempo, perdemos.

Isto pode ser a causa do porque entre chineses e os hindus, tenham florescido rituais, técnicas e filosofias, cujo objetivo era transformar a energia nascida deste abraço, em energia espiritual, e fazer do sexo o um caminho para alcançar o divino. Fazendo do ato amoroso algo que de fato pudesse preencher o vazio de que somos feitos. Alguma coisa forte o bastante, para nos alçar de novo no caminho até o alto da montanha dos Deuses.


Aline Santos é Jornalista,Terapeuta Holística,Taróloga, Cabalista, Professora, Educadora Patrimonial, Escritora, Palestrante, e Pesquisadora de Ciências Ocultas, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica e Tarô Terapêutico.
E-MAIL: arcanjo.azul@hotmail.com

DEUS CAOS


Caos (do grego Χάος, transl. khaos) é, segundo Hesíodo, a primeira divindade a surgir no universo, portanto o mais velho dos deuses. A natureza divina de Caos é de difícil entendimento, devido às mudanças que a ideia de "caos" sofreu com o passar das épocas.

Inicialmente descrito como o ar que preenchia o espaço entre o Éter e a Terra, mais tarde passou a ser visto como a mistura primordial dos elementos. Seu nome deriva do verbo grego χαίνω, que significa "separar, ser amplo", significando o espaço vazio primordial.

O poeta romano Ovídio foi o primeiro a atribuir a noção de desordem e confusão à divindade Caos. Todavia, Caos seria para os gregos o contrário de Eros. Tanto Caos como Eros são forças geradoras do universo. Caos parece ser uma força mais primitiva, enquanto Eros uma força mais aprimorada. Caos significa algo como "corte", "rachadura", "cisão" ou ainda "separação", já Eros é o princípio que produz a vida por meio da união dos elementos (masculino e feminino).


Filhos

Os filhos de Caos nasceram de cisões assim como se reproduzem os seres unicelulares. Nyx (Noite) e Érebus (Escuridão) nasceram a partir de "pedaços" do Caos. E do mesmo modo, os filhos de Nyx nasceram de "pedaços" seus; como afirma Hesíodo: sem a união sexual. Portanto a família de Caos se origina de forma assexuada.

Se Caos gera através da separação e distinção dos elementos, e Eros através da união ou fusão destes, parece mais lógico que a ideia de confusão e de indistinção elemental pertença a Eros. Eros age de tal modo sobre os elementos do Mundo, que poderia fundi-los numa confusão inexorável. Assim, seu irmão Anteros equilibra sua força unificadora através da repulsa do elementos.

Caos é, então, uma força antiga e obscura que manifesta a vida por meio da cisão do elementos. Caos parece ser um deus andrógino, trazendo em si tanto o masculino como o feminino. Esta é uma característica comum a todos os deuses primogênitos de várias mitologias.

É frequente, devido à divulgação das ideias de Ovídio, considerar Caos como uma força sem forma ou aparência. Isso não é de todo uma inverdade. Na pré-história grega, tanto Caos como Eros eram representados como forças sem forma; Eros era representado por uma pedra.

Outra problemática é considerar Caos como o pai-mãe de Gaia, Tártaro e Eros, quando é somente genitor de Nyx e Érebo. Na verdade ele seria "irmão-irmã" de Gaia, Tártaro e Eros.

Segundo o poeta romano Higino, Caos seria masculino e possuiria uma contraparte feminina chamada Calígena "a Névoa primordial.


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Aline Santos é Jornalista,Terapeuta Holística,Taróloga, Cabalista, Professora, Educadora Patrimonial, Escritora, Palestrante, e Pesquisadora de Ciências Ocultas, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica e Tarô Terapêutico.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Herói trágico

Clive Owen como Rei Arthur

Um herói trágico é o personagem principal de uma tragédia. O uso moderno do termo geralmente envolve a noção de que o herói cometeu um erro em suas ações, o que leva à sua queda. A idéia de que este seja um equilíbrio entre crime e castigo é incorretamente atribuída a Aristóteles, que é bastante claro em seu pronunciamento que o infortúnio do herói não é provocado "por vício e depravação, mas por algum erro de julgamento". Na verdade, na Poética de Aristóteles, é imperativo que o herói trágico seja nobre.

Heróis trágicos aparecem na obra dramática de Ésquilo, Sófocles, Eurípides, Sêneca, Marlowe, Shakespeare, Webster, Marston, Corneille, Racine, Goethe, Schiller, Kleist, Strindberg, e muitos outros escritores.

Traços Comuns
Alguns traços comuns dos personagens trágicos:

A falha mais freqüentemente (especialmente nos dramas gregos) é o orgulho.
O herói descobre que sua queda é resultado de suas próprias ações, não por causa dos acontecimentos.
O herói vê e entende o seu castigo, e que seu destino foi definido por suas próprias ações.
A queda do herói é entendida por Aristóteles em sua Poética como um despertar da piedade e do medo que leva a uma epifania e uma catarse (de herói e do público.)

Não é necessário pelo padrão aristotélico de que a queda ou o sofrimento levem a morte ou ruína total, como no mito de Hércules, que finalmente sobe ao Monte Olimpo e torna-se imortal. No entanto, desde pelo menos a época de William Shakespeare, tem sido, geralmente, considerado, que a falha de um herói trágico necessariamente deve resultar na sua morte, ou num destino pior. O herói trágico de Shakespeare morre em algum momento na história, um exemplo é o protagonista de mesmo nome da peça Macbeth. Personagens de Shakespeare, mostram que o herói trágico não é totalmente bom nem totalmente mal.
Um herói trágico é, muitas vezes nobre, ou descendente de nobres (Rei Arthur ).
O herói aprende alguma coisa com seu erro.
O herói é confrontado com uma decisão séria.
O sofrimento do herói é significativo, porque, embora o sofrimento seja o resultado da própria vontade do herói, não é inteiramente merecida e pode ser cruelmente desproporcional.
Pode haver envolvimento sobrenatural (em Shakespeare, Júlio César, César é avisado de sua morte através de visão Calpurnia e Brutus é avisado de sua morte iminente pelo fantasma de César).
O herói arquetípico das tragédias clássicas é, quase universalmente, do sexo masculino. Tragédias posteriores (como Antônio e Cleópatra de Shakespeare) apresenta o herói trágico do sexo feminino. Retratos de mulheres heróis trágicos são notáveis, por serem raros.


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Aline Santos é Jornalista,Terapeuta Holística,Taróloga, Cabalista, Professora, Educadora Patrimonial, Escritora, Palestrante, e Pesquisadora de Ciências Ocultas, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica e Tarô Terapêutico.
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Anti-herói


Hayden Christensen como Anakin Skywalker em Star Wars

Anti-herói é o termo que se emprega para alguém que protagoniza atitudes referentes às do herói clássico, mas que não possuem vocação heróica ou que realizam as façanhas por motivos egoístas, de vaidade ou de quaisquer gêneros que não sejam altruístas.

Origem
Não existe um momento definitivo, quando o anti-herói surgiu como um elemento literário.

O anti-herói tem evoluído ao longo do tempo, mudando como as concepções da sociedade sobre o herói mudaram, desde os tempos Elizabetanos de Fausto e Falstaff de William Shakespeare, para o mais sombrios temas da literatura vitoriana do século XIX, como a "Ópera dos Mendigos" de John Gay como um homem tímido, passivo e indeciso que contrasta fortemente com os heróis gregos. O herói byroniano também estabelece um precedente literário para o conceito moderno de anti-heroismo.

O herói byroniano é um anti-herói rebelde é simpático, apesar de sua rejeição da virtude.

São personagens não inerentemente maus e que, às vezes, até praticam atos moralmente aprováveis. Contudo, algumas vezes é difícil traçar a linha que separa o anti-herói do vilão; no entanto, note-se que o anti-herói, diferente do vilão, sempre obtém aprovação, seja através de seu carisma, seja por meio de seus objetivos muitas vezes justos ou ao menos compreensíveis, o que jamais os torna lícitos. A malandragem, por exemplo, é uma ferramenta tipicamente anti-heróica.

Distinção entre Anti-herói e Herói Trágico

Um anti-herói difere de um herói trágico por este ainda ser essencialmente heróico, mas com uma grande falha trágica, no anti-herói, as falhas são mais visíveis do que as suas qualidades heróicas.

Há mais de um tipo de anti-herói. Além dos que buscam satisfazer seus próprios interesses, há também os que sofrem desapontamentos em suas vidas, mas persistem até alcançar o ato heróico. Ainda há o tipo de anti-herói que está próximo do herói, mas segue a filosofia de que "o fim justifica os meios". Esse último é bem popular nas histórias em quadrinhos.
Existem também anti-heróis que têm atitudes morais suficientes para serem heróis, mas não têm o condicionamento físico e/ou intelectual suficientes, só que não percebem ou se preocupam com esse fato.

Um exemplo que não podemos esquecer é:

Dom Quixote: Motivado pela loucura pensava ser um cavaleiro. Demonstrava arrogância e procurava sempre confusões com pessoas do povo para ilustrar suas aventuras e saciar sua sandice.

Esta é uma lista de anti-heróis, personagens de filmes, quadrinhos, animes, mangás, games e outros:

Adaga
Adão Negro
Anakin Skywalker
Batman
Bizarro
Blade
Camus de Aquário
Dante
Darkwing Duck
Elektra
Eric Draven - (O Corvo, interpretado por Brandon Lee);.
Frank Castle
Gambit
Gata Negra
Hulk
Ikki de Fênix
Iori Yagami
Jack Sparrow
John Constantine
Justiceiro(Frank Castle)
Kanon de Gêmeos
Macunaíma
Magneto
Motoqueiro Fantasma
Mulher-Gato (Selina Kyle)
Namor
Patolino
Peter Pan
Piccolo
Questão
Red Sonja
Riddick
Robin Hood
Saga de Gêmeos
Severo Snape
Shadow
Sirius Black
Spawn
Scorpion;
Uchiha Sasuke
Vegeta
Venom
Vincent Valentine;
V de Vingança;
Wolverine
Yusuke Urameshi


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Aline Santos é Jornalista,Terapeuta Holística,Taróloga, Cabalista, Professora, Educadora Patrimonial, Escritora, Palestrante, e Pesquisadora de Ciências Ocultas, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica e Tarô Terapêutico.
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Herói

Brad Pitt como Aquiles Héroi de Tróia


Herói é uma figura arquetípica que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica. Do grego ‘hrvV, pelo latim heros, o termo herói designa originalmente o protagonista de uma obra narrativa ou dramática.

Para os Gregos, o herói situa-se na posição intermédia entre os deuses e os homens, sendo, em geral filho de um deus e uma mortal (Hércules, Perseu), ou vice-versa (Aquiles). Portanto, o herói tem dimensão semi-divina.

Variando consoante as épocas, as correntes estético-literárias, os gêneros e subgêneros, o herói é marcado por uma projeção ambígua: por um lado, representa a condição humana, na sua complexidade psicológica, social e ética; por outro, transcende a mesma condição, na medida em que representa facetas e virtudes que o homem comum não consegue mas gostaria de atingir fé, coragem, força de vontade, determinação, paciência, etc. O heroísmo que resulta em auto sacrifício chama-se martírio.

O herói será tipicamente guiado por ideais nobres e altruístas – liberdade, fraternidade, sacrifício, coragem, justiça, moral, paz.
Eventualmente buscará objetivos supostamente egoístas (vingança, por exemplo); no entanto, suas motivações serão sempre moralmente justas ou eticamente aprováveis, mesmo que ilícitas. Aqui é preciso observar que o heroísmo caracteriza-se principalmente por ser um ato moral.

Existem casos em que indivíduos sem vocação heróica protagonizam atitudes dignas do herói. Há também aqueles em que os indivíduos demonstram virtudes heróicas para realizar façanhas de natureza egoísta, motivados por vaidade, orgulho, ganância, ódio, etc.

É o caso dos caçadores de fortuna (piratas, mercenários, etc). Tais exceções não impedem de serem admirados como heróis; no entanto, serão melhor representados no arquétipo do anti-herói.
Através das histórias e quadrinhos, do cinema e de outras mídias, a cultura de massa popularizou a figura do ’’super-herói’’, que são indivíduos dotados de atributos físicos extraordinários como corpo à prova de balas, capacidade de voar, etc. Merecem explicação à parte (vide super-herói).

Inspiração heróica

O heroísmo é um fato profundamente arraigado no imaginário e na moralidade popular. Feitos de coragem e superação inspiram modelos e exemplos em diversos povos e diferentes culturas, constituindo assim figuras arquetípicas. Situações de guerra, de conflito e de competição são ideais para se realizar feitos considerados heróicos.

A inspiração heróica surge muitas vezes a partir da problemática imposta por um ambiente ou situação adversa, cuja solução exija um feito grandioso ou um esforço extraordinário.
A França dominada pela Inglaterra, por exemplo, fez surgir uma Joana d’Arc. A inspiração heróica surge também de uma necessidade nata de aceitar um desafio que pareça atraente. É o caso de Teseu, personagem da mitologia grega, cujos atos heróicos foram inspirados pelo desejo de ser tão conhecido e admirado quanto seu ídolo Hércules.

Há ainda a ocasião em que indivíduos de qualidades ordinárias confrontarão situações que exijam dele feitos heróicos. Pode-se citar como exemplo o caso de Orestes, personagem da mitologia grega. Ainda que não tenha nenhum atributo heróico, Orestes é moralmente obrigado pelo deus Apolo a vingar o pai Agamemnon, assassinado por Clitemnestra e o amante dela.

O mesmo tema está presente na peça Hamlet, escrita por William Shakespeare.
A exemplo da moral, a inspiração heróica também é relativa. Em uma sociedade voltada para a guerra, o herói será o indivíduo que pratica proezas em nome do conflito. O guerreiro Aquiles, por exemplo, é um herói.

Para uma cultura voltada para a paz, esse mesmo indivíduo poderá ser repudiado como herói. Dependendo da inspiração, a mesma cultura poderá conceder ou remover o status de herói de um indivíduo que a ela pertence.
O caso de Aquiles é bastante especial, quando se trata na sua relação heróica de ser. Ele representa um herói em conflito, pois é um herói sem hybris(sem medida, transcrição latina), mas é ao mesmo temo um belo candidato à bela morte, de acordo com Vernant, pois é belo, guerreiro e jovem. Já ao contrário, Heitor é o modelo de herói perfeito, pois é o agathós (bom e justo) e controla as suas atitudes, ao contrário de Aquiles.

Heróis históricos

Diversas situações históricas foram capazes de inspirar heroísmos, e muitos personagens das artes e do imaginário popular são baseados nestes heróis. Muitas vezes constituem personagens cuja vida é baseada em uma pessoa que realmente existiu. Ao herói são atribuídos grandes feitos, e por vezes ele aparece como o fundador de uma cultura.
Os diferentes movimentos culturais (literários, artísticos)inspiraram diversas atitudes heróicas ou serviram de pano de fundo para manifestos populares cujos líderes foram considerados heróis pelo povo, embora tenham sido duramente represados pelas minorias representantes do poder.

Alguns heróis históricos:

Hércules, Aquiles, Perseu Teseu,Odisseu (Ulisses) heróis da mitologia grega;
Gilgamesh, herói da mitologia suméria
Romulo e Remo, fundadores de Roma
Heitor, príncipe de Tróia
Rei Arthur, Sir Lancelot das lendas arthurianas
Eduardo Mondlane, herói moçambicano;
Pier Gerlofs Donia, herói frísio;
Tiradentes, herói brasileiro;
Viriato, dirigente lendário dos Lusitanos e resistente à ocupação romana.

Referência:
Joseph Campbell, O herói de mil faces. Editora Cultrix, São Paulo SP.


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